Contraste de beleza e miséria

Contraste de beleza e miséria
Foto tirada pelo nobre amigo Alexandre Fleming e cedida gentilmente.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

YOU' RE FIRED!!!




Nos anos 80/90,  foi lançado um filme que inevitavelmente se tornaria uma trilogia de sucesso, tão comum ao tempos de hoje. O filme De Volta para o Futuro (Back to the Future), de Robert Zemeckis, foi um enorme sucesso de público e crítica em seu tempo. Lançado em 1985, teve duas continuações em 1989 e 1990. Dentre tantas cenas fantásticas (skate que flutuava; tênis que amarrava os cadarços sozinho e jaquetas auto-secantes) uma que me chamou bastante atenção foi a cena em que Martin McFly, protagonista do filme, era sumariamente demitido. A cena, na qual o mesmo recebe vários fax (Sim, Fax, meu povo...) com a expressão no qual peguei emprestado para o título dessa postagem, sempre me causou um certo pavor.

Traduzindo para o nosso bom e velho PT-BR: "Você está demitido"!!

Desde aquele ano, em que assisti os filmes (1989/1990 - tinha entre 13/14 anos...), a cena nunca mais me saiu da cabeça. Sempre achei que algo do tipo era humilhante, degradante e vergonhoso. Sempre tive medo de passar por algo parecido. Eis que vem a vida e me faz relembrar de um filme de minha adolescência e me faz enfrentar meu maior temor. 

Acho que muitos nesse momento perguntam-se qual o intuito dessa postagem: Seria para desabafar? Para desaguar as mágoas? Ou para fingir estar bem em um momento considerado triste? Nenhum dos casos. 

Minha postagem é para expor a todos que nós somos donos de nós mesmos. Que nós somos capazes de progredir enquanto muitos o que mais querem é nos desacreditar. A covardia que tive em não ter atitude de mudança e buscar uma melhora antes de tal acontecimento resultou neste momento de derrota. O dissabor de não poder expressar, pior, de não ter credibilidade para expor os fatos, ou ainda pior... De ser incompreendido por alguém que julga-se mais capaz que você é tarefa árdua. 

O mundo profissional é como um campo de batalha: Sempre haverá lideres progredindo junto com a equipe e "lideres" observando seu exército atirar contra em seus aliados (termo esse batizado carinhosamente pelas forças militares de "fogo amigo"). Erro fatal é julgar o valor de uma pessoa para com a empresa diante de quem não tem conhecimento de causa ou quem espera que as soluções dos problemas sejam resolvidas por Mágica. 

Mágica hoje em dia, nem no Cirque du Soleil

Perdi o emprego, ganhei paz de espirito. 
Thanks, Papai Noel!

Feliz Natal a todos.  

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Rio largo, terra de maloqueiros e louvaminheiros?

Foto by Gusthavo Leite

Desde que vim morar em Rio Largo, em dezembro de 1980, nunca pensei que iria me sentir tão desmotivado, triste e totalmente desacreditado nessa cidade. Uma cidade com tanta história e de uma beleza que foi sendo destruída ao longo do tempo. Em parte, acredito eu, por alguns de seus ilustres filhos se debandarem para outras terras: Seja por falta de oportunidade ou pelo excesso dela; ou até mesmo pela falta de empreendedorismo de alguns empresários que herdaram a fortuna de seus pais e avós, mas não o mesmo dom visionário.

Levando em conta também anos e anos de descaso de nossos governantes envolvidos sempre em escândalos de corrupção. Vivemos em uma cidade onde cada qual defenda seus interesses e logo intitulem seus mais escusos desejos de “em defesa do povo”.

Muito do que reclamamos talvez seja falta de conhecimento de causa (Será?). De tanto reclamarmos em Blogs e Redes Sociais já recebemos a alcunha de “maloqueiros”. Adjetivo esse bastante utilizado no meio político hoje em dia na cidade de Rio Largo. 

O que ainda me causa espanto em Rio Largo é a defesa do indefensável. É o gritar aos surdos e o mostrar aos cegos... São os que querem por fim da força que aceitemos que esse é um ótimo governo (até pararem de receber da prefeitura). Nada contra a administração atual, “tudo contra” os bajuladores de plantão.

Certo dia estava eu ouvindo um áudio do excelentíssimo prefeito se defendendo (com razão) de uma ofensa que alguém o fizera, quando uma mulher, família de um político da cidade bradou: “- Tenho nojo até da voz desse homem!”

Pensei eu no momento: “Agora? Só porque não recebe mais da prefeitura?”. Acho que isso não é motivo para odiar ninguém. Ou é?

Entre os nobres maloqueiros e os estúpidos louvaminheiros, sigamos nossas vidas sem entender os que antes defendiam e que agora acusam; e outros que acusavam que agora defendem.

Fiquemos na glória indigna da imparcialidade, é o que nos resta. 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Voto pra omitir a corrupção ou voto para alegria de empresários e xenófobos?

Brasil_v_2_by_blankenho
Difícil decidir o voto para presidente: Enquanto malucos do PT desenham um quadro de otimização (omitindo a corrupção), muita gente defende o Aécio simplesmente por desprezo a classe mais pobre ou por alienação religiosa (Dããã..."Dilma vai legalizar o aborto e o casamento homossexual"). É ótimo quando se vive as custas dos pais ou de empregos ilícitos (vide prefeitura/estado) ou se nasceu em "berço de ouro". Fica fácil criticar qualquer tipo de assistencialismo; É de uma ignorância criticar as coisas apenas no contexto bíblico e não na constituição, ou baseado em sua classe social ou por "ouvir - dizer". 

Já disse: Não sou Dilma, Nem Aécio... Sou Brasileiro, Nordestino das "Z'Alagoas" com muito orgulho. 


Que a mudança venha, mas venha com melhoras para todos: Homens; mulheres; crianças; idosos; gays; lésbicas; ateus e cristãos.  

domingo, 31 de agosto de 2014

“HH versus Collor”






De todas as candidaturas este ano, o embate que mais se faz critico em minha humilde e inexpressiva opinião é para o Senado. Uma vaga, e Temos “HH versus Collor” (Existem outros? #IronicMode).

Collor, figura emblemática e carismática entre a população mais carente e Heloísa sempre fazendo o tipo “esquerda pseudo-hardcore”. Em Heloísa nunca votei, por achar que toda essa revolta existente nela é apenas uma forma de angariar votos. E sobre Collor, já votei nele; tenho até certo apreço por ele (se disser que não, estarei mentindo). Mas o determinante para mim este ano foi vê-lo apoiando com todas as forças alguns dos corruptos que com toda certeza só fazem mal as cidades que os mesmos representam. 

Collor, sempre acompanho na internet e vejo que já esteve em todas as cidades de Alagoas. Sua campanha começou muito antes, de maneira bem criativa. E Heloísa sempre no “mano a mano” e agora com carros de som pelo meio da rua dizendo o que vai fazer por Alagoas. Todos dois enfatizam que o que mais querem é “ajudar o povo”.

Aí vêm as perguntas:

O que os mesmos fizeram quando representaram Alagoas no senado?

Legislaram para o bem comum o para o próprio bem? 

Quem quiser matar essa curiosidade, basta apenas clicar abaixo nos nomes dos respectivos: 

FERNANDO COLLOR 

HELOÍSA HELENA


sábado, 23 de agosto de 2014

Os Presidenciáveis...

Marechal Deodoro da Fonseca


João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís Antônio Domingos Rafael de Bragança: Um nome tão grande para um Rei tão covarde (Foi o que ouvi...). Vulgo Dom João VI. Desde as épocas imperiais que essa terrinha não produz coisas boas. Pior...  Se em Guerra dos tronos, havia um rei louco, aqui vos apresento o filho da rainha louca. Sim, o próprio: Joãozinho! Melhor seria para nós sermos “conquistados” por Napoleão... Ou não? Pobre coitado! Conquistou tudo, menos o Brasil. 

Eis que, não citando o primeiro, o segundo Pedro (“Dom”) começou a transformar este país. Transformando o mesmo, na época, em uma potência emergente na área internacional e tendo ênfase positiva em alguns conflitos e apoiando o fim da escravidão.  Visto que o país caminhava de maneira correta, veio o golpe: “Sai, Pedro!” - Disseram nossos antigos milicos. E entrou nosso maior representante das Alagoas, Deodoro da Fonseca. E em 15 de novembro de 1889 nos “jogou” onde estamos...

Passaram-se  anos, E nós continuamos a conhecer pouco nossa história: Poucos de nós lembramos de fato quem governou e o que de fato fez cada um por nossa “pátria amada, Brasil.”

Depois de Deodoro (1889-1891), outros por Brasília (Brasília?) passaram a comandar nosso destino enquanto país. Depois veio Floriano Peixoto (1891-1894), também “das’Alagoas” e por aí vai... De resto, lembramos de um tal Getúlio Vargas (1930-1945 / 1951-1954), que do governo dele só damos ênfase a sua morte (Se suicidou-se a si mesmo - Recorrendo a frase cômica dos melhores do mundo). De Café Filho (1954-1955), apenas o nome “Café”. E depois disso, Juscelino. Sim, caros telespec’s (diria o pânico na tv): Juscelino Kubistchek, o nosso “JK”. O homem visionário e a frente de seu tempo que nos construiu a babilônia da corrupção dos dias atuais: BRASÍLIA (Agora sim!).  Depois dele, Jânio Quadros (1961-1961), que renunciou o cargo no mesmo ano. Dando seguimento, o velho Jango (Sem o “D” mesmo.. huahuahua), João Goulart (1961-1964), dele lembramos do apelido e da era da vergonha do Golpe (Made in EUA) de 1964.

Instaurado o Regime Militar Brasileiro – (Período da ditadura: 01 de abril de 1964 e durou até 15 de março de 1985).

Aí, nos novos tempos, vem Tancredo - Avô de Aécio - para ser eleito de forma indireta em 15 de janeiro de 1985, adoecer em 14 de março de 1985 e morrer "pelo país" em 21 de abril de 1985. Sacanagem da morte #LevelUltraMegaHard. Por quê? Quem assumiu? José Sarney (1985-1990). Dele lembramos apenas por seu bigode e pela maneira que deixou o país afundado em uma inflação e um nível de desemprego absurdo.

Depois disso, nos deram a ousadia de escolher nosso presidente. Eis que surge novamente das Alagoas, um nome: Fernando Affonso Collor de Mello (1990-1992) (Já votei nele! Ok... Desculpa!) para “caçar marajás” em todos os palácios e biongos existentes nesse país; obteve vitória em ensinar o povo a falar e entender o significado de “impeachment”. De Itamar Franco (1992 - 1994), lembramo-nos do Carnaval (Lilian Ramos) e da implantação do Real (R$). Aí tomou posse a tucanada, com FHC (Não THC), Fernando Henrique Cardoso (1995-2003); que apesar de ser um governo com vários casos de corrupção só nos traz a lembrança da continuação do plano real que tinha sido implantada pelo próprio como Ministro da Fazenda do então governo Itamar Franco. Aí assume o Lula (2003-2011), vulgo Lulinha paz e amor... Que entre Copa, Olimpíadas, pagar o FMI e o mensalão; aparelhou a Polícia Federal e deixou-a agir a ponto de chegar em seus pares - quem sabe nele mesmo (Operação Satiagraha)? Mas nunca soube de nada!

Até este momento, temos Dilma Rousseff (Vulgo “poste” eleito pela simpatia do povo em relação a Lula). Sem mais... Hein? Quebrou a Petrobras? Sacanagem da tucanada (PSDB)! Petrobras é muito mais (Menos em Pasadena).
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Obs: As afirmações acima são apenas devaneios de minha mente. Podem não corresponder com a veracidade dos fatos e nem tampouco com o contexto histórico. Pesquisem!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A Selfie morreu?

Foto retirada da Internet

No dia 20 de maio de 2014 ao acessar a internet, deparei-me com uma matéria no blog "Link" do site do Estadão, no qual o autor da matéria Sr. Camilo Rocha nos explicava sobre essa que chamaram "A morte do Selfie"*:

Inconformados com tamanhas asneiras que a maioria das pessoas cometem com uma câmera na mão, os produtores da premiação Webby Awards (tipo um "Oscar" da internet) decidiram instituir naquele momento "a morte do Selfie (2012 - 2014)". Naquele exato momento eu sabia que de nada adiantaria, estaríamos nós, brasileiros, destinados a ver cenas iguais ou piores.

Não sei se eles fizeram isso para que nós matássemos o selfie ou para que tentássemos ressuscitar o bom senso. Este, assassinado por muito de nós de forma torpe e cruel; de forma vil e com dolo cínico.

Algumas selfies são muito famosas lá nos EUA e ganham até apelidos com direito a hashtags (Não sabe o que é hashtags? Vai no Google, Noob!), como a famosa #PresidentialSelfie: Em que Barack Obama tirou no velório de Nelson Mandela ao lado do premiê britânico, David Cameron, e da primeira-ministra da Dinamarca, Helle Thorning Schmidt.

Fora varias selfies tiradas em velórios pelo mundo afora; pessoas que sofrem acidentes e antes de pensarem em se salvar, pensam em registrar o ocorrido; mulheres que insistem em registrar seus glúteos nas academias; mulheres que tiram fotos seminuas mesmo com crianças por perto, a as famosas selfies com biquinhos apelidadas carinhosamente de #DuckFace (Bico de pato).

Nós, Brasileiros, já podemos dizer com “orgulho” que temos nossa própria #FuneralSelfie. Depois do velório do inestimável Eduardo Campos, de fato o Brasil não será mais o mesmo. Pelo menos para os “Selfianos”.

Para mim, o que morreu não foi a Selfie. Para mim, o que morreu faz tempo, como já frisei, foi o bom senso.

*Assistam o vídeo da "Morte da Selfie", produzido pela Webby Awards: Clique Aqui.

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segunda-feira, 14 de julho de 2014

A derrota vitoriosa.


Perder...  

Está aí uma palavra que nos faz sentir várias emoções juntas: Tristeza; angústia; ansiedade; irritação e demais sentimentos que se pudéssemos evitaríamos a todo custo. Mas para nós, brasileiros, essa palavra associada a FUTEBOL tem o poder de transformar a dor de uma morte no inconformismo de um genocídio.

Nós simplesmente odiamos perder (principalmente para Argentina). E por sermos um país tão grande e de conhecimento tão ‘pequeno’; país novo se comparado com muitos da Europa. Gigante em sua extensão, mas que produz para a grande massa várias culturas inúteis. Desprezando assim, a verdadeira vitória que é o poder do estudo e absorção de novos conhecimentos, e relutamos em fazer da diversão o nosso mais profundo reconhecimento mundial. Queremos “ser grande”, mas sem abrir mão da omissão e cumplicidade com a tão enraizada corrupção que em nada nos engrandece.

Se não somos bons em ciências exatas, econômicas ou sociais, somos bons no pé: “The Samba and the Soccer” - diríamos aos gringos. Que mal tem um país não ter nenhum prêmio Nobel enquanto outro tem cento e dois (102)? Sambamos na cara deles e golearemos suas redes.

O que é prêmio Nobel? - Perguntará parte da nação, desavisada da existência de tal indicação.

Perder esta copa foi a melhor coisa que poderia nos acontecer. Nos fez acordar e enxergar o quanto estamos atrasados em várias tecnologias; em vários aspectos; em vários segmentos. E que agora também, estamos ultrapassados no futebol. A camisa que um dia era temida e admirada, hoje é apenas respeitada. Não por merecimento do presente, mas por amor ao futebol, os que realmente vivem o esporte em si, respeitam a glória do passado e toda sua arte.

O futuro nos reserva agora a mais profunda reflexão. O dever da mudança. O recomeço forçado pela dor do “perder”, da derrota humilhante... O número que na Bíblia representa o término da criação, para nosso país representará para sempre o término de um legado mítico de quase imbatível campeão. O Brasil do 7 x 1 deve morrer para renascer outro que fará sua própria história.

O engraçado de tudo é que provamos ao mundo que podemos desmantelar uma rede de cambistas internacionais; que podemos acolher o mundo inteiro da forma mais simpática possível em nossas terras; que nossos aeroportos funcionam; que nossa comida é maravilhosa; que tivemos segurança sim; que alguns até de fato devem estar acreditando que “Deus é brasileiro”. Mas provar para o mundo - o óbvio - que somos os melhores no futebol, não provamos. Ficar em 4º no futebol é vergonha em demasia; ficar em 38º em educação não chega nem a ser discutido em qualquer boteco de esquina, que dirá seja preocupação.

A Copa das Copas - Uma copa que o maior humilhado foi exaltado pelo seu algoz; uma copa que o humilhado sorriu ao ver seu algoz sorrir - e o mais interessante, torceu por ele. Uma copa em que o melhor do mundo ganhou o título de melhor da copa sem ser. Uma copa em que o melhor jogo limpo (Fair Play) tornou–se sujo ao, por pura maldade ou extremo de ingenuidade, tirar da copa aquele que era a esperança de outrora. Uma copa que por falta de controle emocional, o ditado “com unhas e dentes” fôra colocado em prática, sendo punido exemplarmente (ou exageradamente – a quem defenda) e de forma rápida. Uma copa que criou heróis-vilões, quando na realidade deveríamos criar; apoiar; incentivar e acreditar nesses verdadeiros desportistas  desde a base até a hora da extrema responsabilidade.

Tratando-se de Copas do mundo de futebol, melhor ser derrotado e viver no inferno e aprender com os Alemães da Copa de 2006, que entrar no céu pela “la mano de Dios” dos Argentinos na Copa de 1986.

Ganhar com honra, perder... Com dignidade. #ChupaArgentina  

sábado, 5 de julho de 2014

O "Brasil" que torce contra...



Incrível como toda vez que o país fica consternado com um incidente desse que aconteceu com o Neymar Jr., sempre aparece aqueles com "Espírito de porco" para reclamar por toda essa sensibilização enquanto brasileiros "normais" estão aí morrendo e sofrendo. 

Duas coisas: Vão pra #%$@ que pariu e vão se F*#$% hipócritas de merda.

Alguns brasileiros (Muitos!!) ainda não sabem conviver com a vitória alheia. Sempre desejando o mal e torcendo para algo de ruim acontecer. Sempre achando errado o quanto é pago aos jogadores (simplesmente por não serem eles) e o carinho que o publico tem para com os mesmos... E alimentam-se, assim, cada vez mais de ódio e inveja. Esse é o mesmo tipo de gente que critica politico corrupto, não por ideologia ou caráter, mas sim por inveja de não poder roubar como os tais.

Brasileiros pilantras e filhos da #%$@! Raça desprezível!

#ForçaNeymar

terça-feira, 1 de julho de 2014

A Copa "Comprada".


Se há uma coisa pior que ser pessimista, é torcer pelo “pessimismo” em si. Assim é o Brasileiro. Não acreditávamos nunca que pudéssemos sediar uma copa. O Lula foi lá (Pra mim foi o Lula, se você acha que não, eu respeito) e a trouxe para nós. Então, no momento que a FIFA divulgou o nome do Brasil, implodimos em alegria como se nosso corpo fosse inundado pelas drogas mais poderosas e alucinógenas possíveis.

Passado esse sentimento, pouco a pouco, fomos destruindo um sonho e o transformando em pesadelo. Passamos a imaginar como seria o “jeitinho brasileiro” na copa. Como os gringos irião nos julgar e aí nosso “complexo de vira-lata” aflorava a cada dia que chegava esse mundial.

Por fim, quando vimos que tudo estava dando certo; todas as seleções chegando para os jogos sem atraso; todos os estádios prontos; todos nossos hotéis lotados; todos os turistas elogiando muito mais que criticando... Uma certa minoria conseguiu deixar um ar de desconfiança que esta copa estava “comprada”. Jorge Kajuru foi um deles (Mesmo assim, eu adoro o Kajuru). 

O que eu não consigo entender é como se "compra" uma copa? Como manter todo sigilo? O Edward Snowden foi homem o bastante para ir de encontro com a NSA e o Exército Americano (Revelou absurdos...). Não teria um homem no meio futebolístico capaz de nos revelar que essas copas são manipuladas?

Aproveitando-se de nosso complexo de vira-latas e de nossa própria gente nos atacando como uma espécie de fogo amigo, logo apareceram estrangeiros a insinuar tais coisas: Um dos tais foi o técnico da croácia, NikoKovač, que intitulou a arbitragem do jogo de “Ridículo e Circo”. Bem como o autor do pênalti, o jogador Dejan Lovren disse que era “melhor dar a taça ao Brasil”.

Logo após essa polemica, foi a vez da impressa chilena ficar fazendo causo com a arbitragem. Até o Diretor de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, dar uma resposta a altura e dizer que era um desrespeito não tão somente com o árbitro e com a seleção, mas sim com toda a população brasileira. Concordo! 

O pior de tudo é que eu não estava preparado para o pior, acreditando que a taça já estava “comprada”... Aí  vem o Chile para provar que sim, vou ter que entrar em desespero por mais alguns dias. 

Droga! Comprar não seria mais fácil?

Alguém vai pagar por isso... 


sábado, 28 de junho de 2014

Aposentadoria por “política desestimulante”!

Imagem retirada do Site deviantART
Se há uma coisa que eu nunca pensei que iria ver no Brasil, seria um político “abrir mão” do poder. Se isso já é absurdo por si só, imagine dois políticos fazerem isso... E pra ser mais absurdo? São pai e filha! E para ser totalmente um milagre divino? Os tais que vão fazer isso são nada mais nada menos que o nobre Senador (que não morre) Jose Sarney (que iria tentar a reeleição pelo Amapá) e sua filha Roseana Sarney (Governadora do Estado do Maranhão que possivelmente iria pleitear uma vaga para o Senado).   

Tal fato não se explica, apenas especula-se aqui e acolá que seja por causa da saúde do nobre Senador e também por medo de uma derrota humilhante para o Clã.  Mas todo clã um dia cai; todo governo um dia é substituído; todo império um dia vem a ruir. De tudo isso, fica a tristeza de não se ver essa mudança através do voto. É como se os mesmos quisessem perpetuar o poder que outrora tiveram e deixar como legado a vitória do ‘feudalismo-coronelista’ que parece estar arraigado no seio da população. Infelizmente não somos libertos, vivemos a mercê de uma maioria manipulada que decide o destino da minoria liberta.

Isto para o Brasil é como se o vírus do Ebola conversasse com o vírus da Aids e decidissem os dois, ao mesmo tempo, deixar o corpo que estavam exaurindo. 

Mas, segundo o nobre senador, a aposentadoria é definitiva e os motivos ele deixa claro em uma entrevista para o Jornal Nacional, da Rede Globo, no dia 27/06/2014. Citando as palavras do próprio: “(...) Essa é uma posição definitiva, a vida está me pedindo tempo e a politica está muito desestimulante.”

Traduzindo no meu pensamento:
"Essa é uma posição definitiva" >> Não era o que eu queria, mas...
"A vida está me pedindo tempo" >> Não tenho mais saúde... 
"A politica está muito desestimulante" >> O brasileiro já não é mais tão besta...

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Se isso vira moda no Brasil, será que muda?
Se isso vira moda em Alagoas? (Ah tá... Vai esperando isso dos ‘taturânicos’ de plantão...)

É Sarney... Mesmo não acreditando, obrigado. Fizeste de mim um homem mais feliz. Que outros o sigam... Será?

sábado, 7 de junho de 2014

Não vai ter copa?

Brazil_by_nelsondaniel

Nasci em 1976 e a primeira copa do mundo que me lembro de sofrer como bom cidadão brasileiro foi a de 1986, quando o Brasil foi eliminado depois que Zico não converteu (entre ‘não converter’ e ‘perder’ há um abismo entre fatalidade e culpa) um pênalti contra França. Dois anos após o movimento “Diretas Já” e um ano após Tancredo ser eleito Presidente por voto indireto e nunca assumir... Sobrou-nos Sarney, e eu como bom “cidadão-criança” não estava nem aí para o futuro do Brasil. 

Mesmo nascendo 18 anos após a Copa de 1958 e começando a sentir prazer em assistir tais jogos em 1986 (28 após), uma das músicas que mais me trazem a recordação de orgulho e bom futebol é a musica-hino daquele tempo. No qual o refrão explicitava muito bem o Brasil daquela época. Brasil que se importava mesmo com o bom samba e o bom futebol: “- A taça do mundo é nossa, com brasileiro não há quem possa...” (Para que preocupar-se com politica e corrupção?). Realmente, em termo de samba e futebol éramos pura arte. Como hoje nem temos um bom samba (músicas em geral) e nem um bom futebol, o Brasil está acordando... Acho que é isso.

Em 1986 odiei Platini e companhia; em 1990 foi à Argentina que me fez chorar (a famosa “era Dunga”); Em 1994 quase enfartei de ansiedade e logo após de alegria quando enfim ouvi o tão inesquecível “-Acabou, acabou... É tetra, é tetra...” da voz inconfundível do narrador-torcedor Galvão Bueno. Em 1998 amarguei a ilusão de um futebol-arte e fiquei com um gosto de conspiração que até hoje não me sai do pensamento e em 2002 fiquei torcendo para o arrogante do Filipão perder só porque não levou o Romário... Mas, nada melhor que ser PENTA!!! Em 2006 e 2010? Sem comentários... 

No dia 30 de outubro de 2007, quando Joseph Blatter decidiu e divulgou em nome da FIFA que o país sede da copa de 2014 seria o Brasil, pensei comigo: “- C******, o país vai parar”! Sete anos depois vejo que meu único engano foi em relação ao sentimento dessa “parada”: Achei que seria de alegria, mas o que vejo é uma revolta profundo de grande parte da população brasileira. Meus únicos sentimentos são de desconfiança e vergonha. E mesmo que sejamos campeões dentro de campo, fora dele demonstramos ser aquele mesmo país que tanto falava que um dia seria o “País do futuro”. Não aprendemos com o nosso passado, não respeitamos o nosso presente e sempre estamos a ludibriar nosso futuro.

“Desculpe, Neymar” por não torcer; (Clique Aqui para ver o vídeo)
“Desculpe, Nike”, por não querer.
“Desculpe, Fifa”, por ser contra você.

A copa, que em 1958, era nossa... Agora não passa de uma bela fantasia de carnaval de R$ 37 Bilhões. 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Alagoas bem representada.



Em 2012 resolvi encarar um desafio e ao mesmo tempo realizar um sonho que achava ser difícil (para não dizer impossível – sim, sou bem pessimista). Então, resolvi fazer faculdade. Em parte por desejar uma ascensão profissional; em parte por realização pessoal; em parte para servir de exemplo para meus filhos.

Comecei então a fazer o curso de Sistemas de Informação na Faculdade Mauricio de Nassau. De lá para cá muita coisa mudou em meus pensamentos.  A percepção da tecnologia investida e aplicada em nosso Estado e o convívio frequente com duas palavras: Inovação e empreendedorismo.

Nesse mundo que entrei no qual nem sempre a lógica se faz “lógica” para a maioria das pessoas, é de uma grandeza espetacular quando vamos adquirindo conhecimentos e aprendendo que ele é muito mais vasto, complexo e sim: maravilhoso de se adentrar.

Participando essa semana do evento “Semana do Empreendedorismo e Inovação” (evento proporcionado pela faculdade) pude perceber o quanto Alagoas esta bem representada nessa parte de tecnologia, administração e empreendedorismo... Todos os profissionais que participaram deste evento ganharam meu respeito e admiração: Como o nobre Professor Bruno Bessa: Que sabe como levantar a autoestima de quem quer empreender e sabe ensinar Java de uma forma que nos faz perder o medo da linguagem (rsrrsrsrrsr...). Tive a oportunidade de ver a “Papolestra” com Hugo Noah; um mini-curso sobre “Business Model Canvas” com Sergio Accioly; de ter as dicas da Maria Gabriela sobre como administrar e buscar recursos para dar sustentabilidade ao aplicativo que se deseja criar e também participar da palestra do não menos competente Toni Oliveira.

Além de tudo isso, ainda tínhamos o apoio dos professores Roberth Pinheiro, Paulo Costa e Francisco Vital Júnior e contamos com a presença inspiradora de um dos criadores do aplicativo Alagoano Hand Talk, Carlos Wanderlan.

Se em Alagoas “não vai ter copa”, pelo menos o time de tecnologia e empreendedorismo já está muito bem representado. #OrgulhoDeSerAlagoano.

Obs:
1. Aproveito para parabenizar a Coordenadora dos Cursos de Tecnologia da Faculdade, Erica Acioli, pelo seu empenho em prover essa semana de aprendizado de forma diferente e dinâmica. 

2. Nobre Diretor da Faculdade Mauricio de Nassau, Pedro Guedes: Esse pessoal merece muito mais apoio, estrutura e investimento para tornar a Mauricio de Nassau/Maceió uma referência em cursos de tecnologia.     

Críticas e Elogios



Em primeiro lugar, quero me desculpar com os leitores do Blog: 
Estou sem tempo para atualizá-lo de forma assídua.

Desculpas pedidas, vamos ao que interessa (rsrsrs...): Tenho dois amigos-irmãos (Demosthenis e Marcos Vinicius) que certa vez me criticaram por não fazer qualquer tipo de elogio em meu blog, simplesmente utilizá-lo como meio de critica. Bom, o intuito do Blog foi justamente esse (uma forma de extravasar algo que eu não suportava guardar). Então tudo o que acho absurdo e me provoca certo tipo de angústia e mal estar, eu divido com alguns poucos leitores que perdem um pouco do seu tempo para assim absorver um pouco do meu “eu” crítico. 

Espero que com o tempo possamos criticar e elogiar bem mais... 

Boa noite a todos!

Brasil, meu Brasil brasileiro... 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

#SomosTodosMacacos

“Caza mayor”. Ilustração realizada por Bastian Kupfer para Fabulantes

Como já falei antes, se há algo de bom na internet 2.0 é a troca de ideias entre as pessoas. Mas no Brasil algo de errado acontece. A maioria dos internautas brasileiros ao invés de se politizar e se portar de maneira correta, acabam por destruir, manipular ou simplesmente entram em um debate de um determinado assunto e misturam assuntos diversos, tirando assim o proposito da questão. Ficando um misto de nada com coisa nenhuma. Um montante de informação descabida e sem fundamento. Eu mesmo já cometi a insanidade de compartilhar algumas coisas que posteriormente descobri não serem verdadeiras e corri para apagar a besteira que tinha feito. Mas comentar sobre algo, primeiro prefiro me informar.

Desde o dia 25.04.2014 parece que a internet virou um “bananal”, não se fala em outra coisa a não ser na banana que o jogador Daniel Alves comeu em campo, banana esta jogada por um torcedor para satirizar o jogador e chamá-lo de macaco. Um idiota racista da pior espécie.

Fiquei admirado com tal repercussão e mais admirado ainda na "preocupação" de todos depois que a empresa de publicidade do não menos vitimado Neymar bolou a hashtag #SomosTodosMacacos(campanha criada a pedido do mesmo por ter sido vitima de racismo e não por causa do Daniel Alves, apenas foi o ‘timing’ perfeito para por a campanha na rede). Existe uma expressão popular que diz: “Para bom entendedor, meia palavra basta”. Até concordo, mas em tempos de hashtags, estamos precisando de milhões delas para que os brasileiros entendam.

A expressão nada mais é do que dizer “Somos Todos Iguais”. Que maldade há nisso? Deparo-me com vários amigos, conhecidos e pessoas na internet revoltadas por serem comparadas a macacos e logo propagando que foram criadas a imagem e semelhança de Deus; outros já deixam o lado religioso de lado e entram pelo lado politico bradando em tom alarmante sobre as cotas de universidades e entrando em assuntos de eleições; outros estão mais preocupados em julgar Luciano Huck pelas vendas das camisas a R$ 69,00 sem ao menos ler no site que “100% das vendas serão revertidas para ONG’s e causas do bem”.

Aos que não sabem discernir entre apoiar uma causa e ser alienado por religião e politica só dá mais crédito a teoria de Darwin: “(...)os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados(...)".

Amigos, falem o que quiserem, mas ao menos falem no contexto certo. Eu, não acredito que vim do macaco, muito menos do barro...  Mas, mesmo com toda balburdia criada pelo assunto, ser comparada ao macaco ou tê-lo como antepassado ainda é menos ofensivo que ser comparado com alguns humanos ao longo da história. 


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Sátira da morte.




Vendo a matéria no portal do G1, onde enfermeiros satirizam (ou falam a verdade sobre o que acham) da profissão, me fez recordar uma das piores horas da minha vida. Fiz uma cirurgia em 2008; cirurgia essa que serviu para colocar seis pinos e três hastes na coluna (nas vertebras L4, L5 e S1), pois minha coluna havia cedido, provocando dores intensas. Acho que foi devido a resquícios de outras duas operações que eu já havia feito. O nome técnico (acho que é esse o termo) dessa cirurgia é ARTRODESE LOMBAR DE VIA POSTERIOR e foi realizada magistralmente pelos médicos Dr. Ronald Mendonça (neurocirurgião) e Dr. Francisco Américo (Traumato-ortopedista). 

Nada tenho a reclamar do ato cirúrgico em si e muito menos do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Maceió. Mas essa reportagem me fez lembrar do enfermeiro-chefe da UTI neste dia (leia-se noite). O mesmo tratava todos os doentes com desdém, era irônico com os outros enfermeiros e suas palavras eram sempre em tom de menosprezo e chacota. Lembro de estar nu, em cima da cama, sem poder me virar. A enfermeira o chamou para ajudar a dar banho em mim. O mesmo disse que não tinha pressa que dali eu não ia sair. Ao perceber a má vontade do tal, a enfermeira ficou ao meu lado sem saber o que fazer. 

Logo após, ele solicitou que ela começasse o procedimento e que viria ajudar. Assim ela fez. Na sala gélida e com “bips” que mediam os batimentos cardíacos de outros pacientes e o com cheiro inconfundível de hospital que adentrava em minhas narinas, ela começou a me banhar enquanto eu ouvia o mesmo ironizar de todos dentro daquele ambiente (Fez-me pensar naqueles seriados americanos sobre emergências médicas em que algo sempre dá errado). 

Em certo momento ela percebeu que não ia conseguir me virar e o chamou. No que ele prontamente se negou a ajudar. Passei de 5 a 10 minutos tremendo de frio, molhado e a cama encharcada. A enfermeira, notando já meu “pequeno” desespero, foi novamente pedir a ajuda dele explicando que eu estava me tremendo de frio, e para minha surpresa a resposta foi em alto e bom som: “- Problema seu e dele, estou ocupado e não vou poder ir agora... Ele que espere!”. No que a enfermeira respondeu em tom baixo: ”Ele está acordado... E está ouvindo!”.

Neste momento houve um silêncio ensurdecedor na UTI. Não sei por qual motivo o mesmo achava que eu ainda estava sedado, ou dormindo, não sei. O que sei é que desejei sair dali o mais rápido possível e que foram as piores 12 horas da minha vida.

Não dei queixa na Santa Casa, pois não tive coragem. Achei que de nada adiantaria. Hoje, agiria de forma diferente. Esse é um problema grave de várias pessoas que trabalham somente e tão somente pelo dinheiro... Pelo contracheque. Infelizmente em nosso país o que mais falta é profissionalismo, o que mais sobra são canalhas disfarçados de profissionais.

E para o nobre enfermeiro: Saúde e paz...  



domingo, 30 de março de 2014

Rio Largo, a cidade “engraçada”.



Todo mundo odeia político corrupto até ser tornar político e ser corrupto; todo mundo odeia quem joga lixo fora de hora e em locais públicos até chegar o momento de descartar seu próprio lixo; todo mundo critica as vans de transporte alternativo por desrespeitar os direitos de idosos e estudantes até comprar uma e utilizá-la para tal transporte; todo mundo critica os comerciantes pelos preços praticados aqui na cidade até precisar comprar fiado... Muito, mas muito “engraçado”.

Triste terra onde o bem sem olhar a quem não é e não será praticado nem tão cedo. E cada vez mais o barco está afundando. Mas como fez o nobre capitão do transatlântico Costa Concordia, Francesco Schettino, este barco será também abandonado assim que não puder produzir mais “frutos”; ou “dar leite...” Ou qualquer outra metáfora que preferirem. Restará apenas a escuridão e um imenso mar gelado para os tripulantes (alguns!) e passageiros. Enquanto isso, o capitão estará em terra firma com uma taça de cristal wine riedel com 200ml de champanhe Veuve Clicquot Brut Ponsardin e uma linda e bela garrafa da mesma com seu rótulo amarelado afundado em um balde com o mais puro gelo.

O que eu acho...?
“Engraçado!”.

O que sinto...? Sendo sincero?
Inveja (Se eu disser que é “branca” serei tachado de racista?).    

Lutar por um povo que não quer a própria libertação é tão ineficaz quanto zelar pela paz por meio de uma guerra.  

terça-feira, 11 de março de 2014

"il tradimento"

O quadro A Captura de Cristo, em que Caravaggio retrata o beijo com que Judas Iscariotes traiu Jesus.


A palavra traição nos traz como referência algo amargo, um gosto azedo, um “gosto” de decepção com o outro. Uma das traições mais emblemática dos últimos séculos (Se não levarmos em conta “O Casamento Vermelho” em Game of Thrones #MuitoFuck) não foi outra senão a de Judas Iscariotes ao entregar Jesus aos Romanos. Judas traiu de uma forma a transformar um gesto de carinho, de amor, em um símbolo de um traidor – um beijo no rosto. Acho que serve para nos lembrar de que até nos momentos mais ternos podemos ser traídos.

Falando de traição conjugal, sou defensor de que 99% dos homens dividem-se em três categorias: 1 – Os que traíram; 2 – O que estão traindo; 3 – os que querem trair (Se você se sentiu ofendido, fique a vontade para criar uma quarta categoria ou se encaixar no 1%). Se tratando de mulher, em sua grande maioria, agem de forma a escapar do desprezo vivido ou faz por pura vingança. Raras são aquelas que o fazem por prazer. O problema é que a sociedade se nega aceitar tais fatos. Você não trai somente de forma física. Não precisar haver sexo, nem beijos, nem apertos de mão para que a traição se consuma. Ela está nos pensamentos. A diferença é que muitos não têm coragem (ou oportunidade) de pôr tais pensamentos adiante – sejam eles luxuriosos ou não.

Por outro lado, devido ao medo traição, algumas pessoas desenvolvem a possessividade (como o próprio nome diz: sentimento de posse). Ao invés de ter amor próprio e mirar um objetivo em seu futuro, a pessoa tem como definição de felicidade o isolamento da outra. Ou seja: Nada de amigos, amigas, telefonemas, roupas com perfumes desconhecidos, textos escritos em pedaços de papel, números de telefones... E nos dias de hoje, acesso a internet. Qualquer palavra, cheiro, gesto, atitude, olhar e até um brilho diferente no monitor é algo a ser analisado e encarado como possível traição.

A TRAIÇÃO ESTÁ NA MENTE. Não nos gestos e atitudes. Está em um local intangível, abstrato. Está no cair das folhas; no nascer do sol; no luar; no som das ondas do mar. Por que nestes momentos, talvez a pessoa possa estar com você fisicamente, mas a mente involuntariamente o transporta para onde verdadeiramente ela queria estar. Então traição não é física; traição não é sexo; traição não é “trair”... Traição é viver a “dois”, mas desejar ardentemente viver como “um”.

Talvez o traidor seja só alguém querendo viver um pouco de sua liberdade e individualidade, sendo encarado assim como um libertino egoísta. Enquanto o possessivo queira apenas demonstrar amor, criando assim o expurgo do ódio e transformando assim o sentido da palavra “prazer” em “prisão”.